Proposta e Filosofia

Proposta Político - Pedagógica


Paulo Freire definiu a escola cidadã como “aquela que se assume como centro de direitos e deveres, caracterizando-se por realizar uma formação para a cidadania e por viabilizar a cidadania de quem está nela e de quem vem a ela.
É uma escola que, brigando por ser ela mesma, luta para que os educandos e educadores também sejam eles mesmos e, como ninguém, pode ser só, a escola cidadã é uma escola de comunidade, marcada pelo companheirismo”.


A Escola São Paulo tem como proposta, desde sua fundação, nas palavras das Irmãs do Santo Sepulcro, ser uma escola de ensino forte.
Mas o que é ensino forte?
Ensino forte, no contexto da Escola São Paulo, significa responsabilização, ou seja, todos somos sujeitos responsáveis pela prática pedagógica.
Semanticamente, responsabilização é tomar para si e assumir a responsabilidade de forma solidária, é correr riscos juntos, sustentar os desafios e colher os frutos coletivamente.
Para viabilizar o processo ensino-aprendizagem neste contexto, a Escola São Paulo criou estratégias próprias que ajudam na concretização desse objetivo.
São elas:
Criação da Comissão de Pais que representa todos os pais da Instituição. Tem poder deliberativo e seus membros são eleitos a cada três anos em Assembleia;
Ser uma Associação sem fins lucrativos. Portanto, a qualidade do ensino é prioridade;
Valorização da participação dos pais nas atividades escolares e no acompanhamento do processo ensino-aprendizagem;
Valorização do trabalho do professor e dos funcionários; Reconhecimento do trabalho de todos os envolvidos no processo educacional;
Valorização do trabalho voluntário e coletivo como eixo norteador das ações;
· Realização anual de assembleia (ou extraordinariamente, quando necessário) para decisão e aprovação de assuntos de interesse da Instituição.
Esta postura transparente e bem definida da Associação de Educação e Cultura São Paulo possibilita e viabiliza o desenvolvimento da Proposta Político-Pedagógica (PPP), o que torna a Instituição reconhecida pela excelência da educação que oferece aos alunos.

Filosofia da Escola


A Escola São Paulo, por meio de seus membros – pais, professores e funcionários- define e assume perante seus alunos uma filosofia de educação humanista, com embasamento cristão, valorizando o ser humano e situando-o como centro de seus trabalhos.

No sentido amplo, a filosofia humanista significa valorizar o ser humano e a condição humana acima de tudo e está relacionada com generosidade, compaixão e preocupação em valorizar os atributos e realizações humanas.

A Escola São Paulo, por entender que o investimento no ser humano é o que dá sustentabilidade ao projeto político-pedagógico, considera este ponto da teoria fundamental e proporciona oportunidades para que aconteça no dia-a-dia.

Objetivo da Escola


A Escola São Paulo tem como finalidade e objetivo geral a formação do educando para o verdadeiro exercício da cidadania, através de processos sociais que visem à integração da Escola com as instituições, tais como família, trabalho e outros grupos sociais, visando à convivência humana, como elemento de integração e formação, com base nos seguintes princípios que regem a Educação Nacional:
De acordo com o Artigo 5º do Regimento Escolar são objetivos gerais da Escola: I – igualdade de condições e permanência da Escola;
II – liberdade ao aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de ideias de concepções pedagógicas;
IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V – coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI – valorização do profissional da educação escolar;
VII – garantia de padrão de qualidade;
VIII- valorização da experiência extraescolar;
IX – vinculação da educação escolar ao trabalho e às práticas sociais.

Visão


Para entender e viver no mundo atual a Escola deve oferecer uma educação completa e uma formação integral que levem em conta cada um dos campos do conhecimento e cada novo aspecto da vida do homem.

Desse modo, é imprescindível que a escola enquanto Instituição compreenda a educação como um caminho que leva à transformação. Um locus onde a coerência entre a teoria e a prática educativa e a participação dos pais coexistem de forma harmoniosa e efetiva.

Valores


A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB – apresenta a formação da cidadania como finalidade prioritária da educação escolar, evidenciando a importância de se trabalharem valores.
Embasada na filosofia de Educação Humanista, a Escola São Paulo utiliza estratégias necessárias para que os alunos e professores desenvolvam a educação de valores pessoais e culturais de forma transversal, explorando temas de relevância e em conformidade com os Parâmetros Curriculares Nacionais: PCNs.
Dessa forma, os educandos têm a oportunidade de integrar os valores na formação de sua identidade e são encorajados a classificar o que valorizam, a descobrir, questionar ou aceitar alternativas e refletir sobre suas atitudes.
Na Escola São Paulo fazem parte integrante do processo de aprendizagem:
I. O respeito à pessoa humana, ao seu desenvolvimento e às diferenças A pessoa humana está sempre em processo de mudança e de transformação e desenvolve-se em contato com outras pessoas. Nesse contato, busca coerência e verdade como identificação entre aquilo que pensa, fala ou faz.
A Escola São Paulo, por ser humanista, valoriza as relações humanas e sociais entre os membros da associação, numa perspectiva solidária e coletiva porque acredita que no espaço escolar os alunos têm a possibilidade de vivenciar os valores morais e éticos.
Assim, segundo os PCNs, a Escola:
“deve ser um lugar onde os valores morais são pensados, refletidos, e não meramente impostos ou frutos do hábito”;
"deve ser o lugar onde os alunos desenvolvam a arte do diálogo”.
II. O desenvolvimento Moral e Socialização
Sabe-se que o desenvolvimento moral depende essencialmente de experiências de vida e que a afetividade e a racionalidade estão relacionadas e se desenvolvem a partir das interações sociais, desde a infância e durante toda a vida.
A educação, em qualquer instância, é a via de acesso à formação da identidade do ser humano por inteiro: sua integridade, singularidade e complexidade.
A escola é, portanto, o lugar de possibilidades de construção de autonomia, de aprendizagem e crescimento, de criação e recriação, onde os professores, seus alunos, as famílias e a comunidade interagem no dia-a-dia.
Cada indivíduo desenvolve de forma diferente, no seu tempo, atitudes que se revelam ora mais autônomas ora mais heterônimas. Por isso, o movimento heteronomia e autonomia não é linear e constrói-se na complexidade da inter-relação que envolve a maturação biológica, o desenvolvimento cognitivo – afetivo e a qualidade das relações que o indivíduo estabelece com os outros.
Assim, a heteronomia predomina na 1ª infância em que a validade das regras é exterior à criança e está associada à fonte de onde provém. A autonomia começa por volta dos oito anos e acontece quando a criança assume conscientemente os valores e regras, sentindo-se capaz de construir novas regras, compreende–as pelo seu conceito e as legitima porque se convence racionalmente de sua validade.